Meus filhos... Meus amores... Minha vida.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

De onde vêm os nomes dos Oceanos?

         O do Oceano Atlântico tem origem mitológica; o do Pacífico, histórica; e os dos três restantes (Índico, Glacial Ártico e Glacial Atártico), geográfica. Atlântico vem de Atlas, filho de Netuno - que era, na mitologia grega Deus dos mares e pai das Atlãntidas, como eram chamadas as plêiades, aglomerado de sete estrelas na constelação de Touro. Já o batismo do Pacífico remonta a 1520, ano em que Fernão de Magalhães percorreu o litoral sul-americano a oeste da Cordilheira dos Andes e ficou impressionado com a tranquilidade de suas águas. O Índico, por sua vez, recebe o nome das costas que banha: Índia e Indonésia. Já o Ártico - situado no Pólo Norte, sob a constelação da Ursa Menor - deve sua identidade à palavra grega arctos, que significa urso. Por simples oposição geográfica, denomina-se Antártico o oceano próximo ao Pólo Sul.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A Primeira Guerra Mundial




          Nas páginas do Dossiê "A Primeira Guerra Mundial" postadas abaixo,  você irá acompanhar a descrição em sequência do que foi  este importante acontecimento para a história da humanidade. São textos que relatam fatos, mas que não podem ser de maneira alguma utilizados como parâmetro das crueldades que o ser humano se mostrou capaz de cometer neste episódio.   

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Dossiê 1ª Guerra Mundial Parte I - A Guerra em Marcha

          Durante a primeira metade do século XIX, França e Inglaterra eram os países de maior poder econômico e político na Europa. Já industrializados, eles dominavam extensas áreas coloniais, principalmente na África e na Ásia. Essas áreas eram importantes como fornecedoras de matérias-primas e como consumidoras de produtos industrializados.
          Esse cenário europeu começou a mudar com a unificação da Itália e, sobretudo, da Alemanha, na segunda metade do século XIX. Após a unificação, esses países passaram a disputar maior espaço no cenário internacional.
           A Alemanha, por exemplo, também industrializada, pretendia participar da partilha colonial, mas a maior parte da África já tinha sido ocupada pelos principais países europeus ocidentais. No início do século XX, a intensa disputa por áreas coloniais provocava profundas divergências e rivalidades entre os países europeus, e uma tensão constante no continente.
          Diversos conflitos localizados aumentaram ainda mais a tensão. Um desses conflitos envolvia o Império Austro-Húngaro, que pretendia incorporar ao seu domínio territórios da região dos Balcãs. Devido ao clima de crescente hostilidade, as potências europeias procuraram agrupar-se por meio de acordos econômicos, políticos e militares. Assim, formaram-se dois blocos distintos: a Tríplice Aliança e a Tríplice Entente.
          A Tríplice Aliança englobava a Alemanha, o Império Austro-Húngaro e a Itália. Foi criada em 1882 por articulação de Otto Von Bismarck, líder da unificação alemã. A Tríplice Entente foi formada em 1907 e era composta por Rússia, Reino Unido e França, principais rivais da Alemanha nas disputas por áreas coloniais. A formação de dois blocos aumentou ainda mais o clima de tensão na Europa.
          A rivalidade era visível na desenfreada corrida armamentista entre os integrantes dos dois blocos. Esse período passou a ser chamado de Paz Armada, uma vez que a paz só se mantinha graças ao sistema de alianças e ao poderio bélico de cada lado. Entretanto, esse difícil equilíbrio se romperia em 1914.






Dossiê 1ª Guerra Mundial Parte II - O Estopim da Guerra

          Em 28 de Junho de 1914, o herdeiro do trono Austro-Húngaro, o arquiduque Francisco Ferdinando, foi assassinado em Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, uma das províncias anexadas pela Áustria e pretendidas pela Sérvia.
          Isso aconteceu quando o Arquiduque, em visita oficial, desfilava coma mulher em carro aberto pelas ruas da cidade. O assassino foi um estudante bósnio favorável à unidade dos povos de origem eslava contrário ao domínio austro-húngaro. Esse episódio foi o estopim da Guerra.
          Em represália ao assassinato, em 28 de Julho de 1914 tropas austro-húngaras invadiram a Sérvia. Por causa dos acordos militares e das rivalidades, a maioria dos países europeus se mobilizou para reagir à ação do exército austro-húngaro. Sucederam-se então diversos eventos, que levariam à guerra total.
  • 29 de Julho - a Rússia, aliada da Sérvia, mobilizou seus exércitos para a guerra;
  • 1 de Agosto - a Alemanha declarou guerra à Rússia;
  • 3 de Agosto - a Alemanha declarou guerra à França;
  • 4 de Agosto - a Alemanha invadiu a Bélgica, país neutro, para atacar a França. A Inglaterra declarou guerra à Alemanha;
  • 5 de Agosto - o Império Austro0Húngaro declarou guerra à Rússia.
          O conflito, que então começava, rapidamente se estendeu e, pela primeira vez na história, tomo proporções mundiais. Grande parte dos países europeus, suas colônias e os países sob a influência, além de países interessados em ampliar sua participação no cenário internacional, como os Estados Unidos, se envolveram no conflito. O Japão e a Romênia aliaram-se aos países da Entente. A Turquia e a Bulgária entraram na luta ao lado dos Impérios Centrais.
          Outro aspecto da guerra que se iniciava era a organização da produção bélica em nível industrial e tecnológico. Uma economia de guerra.    

Dossiê 1ª Guerra Mundial Parte III - A Guerra Entre 1914 e 1918

          A Primeira Guerra Mundial pode ser dividida em três momentos.
          O primeiro, em 1914, caracterizou-se pela movimentação de exércitos e pela ocorrência de grandes batalhas. Vitórias e derrotas de ambos os lados garantiram o equilíbrio de forças.
          O segundo momento, entre 1915 e 1916, é é marcado pelo equilíbrio de forças que resultou num conflito longo e sangrento, conhecido como Guerra das Trincheiras. O território era disputado palmo a palmo. Em 23 de maio de 1915, a Itália, que até então tinha se mantido neutra, apesar de ter formado a Tríplice Aliança, rompeu relações com a Alemanha e entrou na guerra ao lado de França e de Inglaterra, fortalecendo a Entente.
          O momento final da guerra, entre 1917 e 1918, foi marcado por dois acontecimentos decisivos:
  • Na Rússia, uma revolução liberal burguesa derrubou o czar Nicolau II. O novo governo da Rússia negociou com a Alemanha e assinou um tratado pondo fim às hostilidades entre os dois países;
  • A entrada dos Estados Unidos na guerra ao lado da Entente.
          A saída da Rússia e, sobretudo, a entrada dos Estados Unidos na guerra mudariam substancialmente os rumos do conflito. Fortalecidos, os países da Entente conseguiram romper o imobilismo da guerra. No final de 1918 o Império Austro-Húngaro e a Alemanha estavam derrotados. No dia 11 de Novembro, representantes da Alemanha assinavam o cessar-fogo dentro de um vagão de trem de Compiègne, França. Pelo acordo, os alemães aceitavam as condições de rendição estabelecidas pelos países vitoriosos.

Dossiê 1ª Guerra Mundial Parte IV - O Mundo e a Situação do Brasil no Pós-Guerra

          Calcula-se em 9 milhões o número de  mortos e em 30 milhões, o de feridos ao final da Primeira Guerra Mundial. As nações envolvidas estavam devastadas. Ao término da luta, o nacionalismo agressivo e o imperialismo, que provocaram a guerra, continuavam latentes. Para piorar a situação, uma grave crise econômica ameaçava a estabilidade de diversos países.
          Nenhum soldado brasileiro morreu na Primeira Guerra Mundial. Embora tenha declarado guerra às potências da Tríplice Aliança, acompanhando a entrada dos Estados Unidos no conflito em 1917, o Brasil não enviou tropas à Europa. A participação brasileira limitou-se a missões de patrulhamento do Oceano Atlântico e à organização de equipes de auxílio médico. Mas a economia brasileira foi afetada diretamente pela guerra.
          Entre 1914 e 1918, a economia européia voltou-se toda para a fabricação de armas, munições e veículos de combate, alimentos, vestuário e equipamentos para os soldados. Por isso, os países produtores de matérias-primas e alimentos puderam ampliar suas vendas. O Uruguai e a Argentina, por exemplo, grandes produtores de carne e trigo, aumentaram suas exportações para Europa, que carecia de alimentos e matéria-prima. O Brasil, exportador de café, açúcar, borracha e cacau, também lucrou com o conflito.
          Durante a guerra, não havia praticamente o que importar, já que a produção européia estava quase paralisada. Muitos agricultores e comerciantes, enriquecidos com as exportações, passaram a aplicar seu dinheiro na indústria, buscando substituir produtos importados por produtos nacionais.

Dossiê 1ª Guerra Mundial Parte V - O Tratado de Versalhes

          Após a rendição, o governo da Alemanha foi obrigado a aceitar uma série de penalidades impostas pelas nações vitoriosas. Essas penalidades estavam contidas no Tratado de Versalhes.
          Por este Tratado, a Alemanha foi responsabilizada pela guerra e, em consequência, obrigada a aceitar as seguintes penalidades:
  • Ceder partes de seu território à França (Alsácia e Lorena), à Bélgica, à Polônia e à Dinamarca; suas colônias foram divididas entre Inglaterra, Japão, Austrália, França, Bélgica e Nova Zelândia;
  • Entregar material bélico e de transporte aos países vencedores;
  • Ceder a região do Sarre, rica em minas de carvão, à França por quinze anos;
  • Pagar uma pesada indenização aos vencedores;
  • Ficou proibida de rearmar-se.
          Devido a essas e outras mudanças provocadas pela guerra, o mapa da Europa foi redesenhado. Além das alterações previstas no Tratado de Versalhes, outros acordos redefiniram as fronteiras européias; com isso diversas regiões ganharam autonomia, como a Polônia e a Tchecoslováquia.

A Liga das Nações

          Durante as reuniões para a elaboração do Tratado de Versalhes foi criada a Liga das Nações. Seu principal objetivo era garantir a paz mundial. Com sede em Genebra, Suíça, a organização excluiu a Rússia e a Alemanha de sua formação. Entretanto, ao longo dos anos seguintes, a Liga iria se mostrar pouco eficiente nas tentativas de manter a paz.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Cenas Reais de Guerra

Estas cenas são extremamente fortes. Aconselho que apenas pessoas que não se impressionam com cenas marcantes as vejam. Se você não é uma dessas pessoas, por favor, não assista ao vídeo.



Fonte desconhecida - recebido via e-mail.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Pesquisas - 4º Bimestre (E.E. Cons. Ruy Barbosa)

8ªs A e B
Tema a ser pesquisado: Sincretismo Religioso.
Entrega: até 19/11/2010 via e-mail / blog ou através do Prof° José Luis (Coordenador Pedagógico do Ensino Fundamental).

3º C
Tema a ser pesquisado: IDH dos países sul-americanos.
Obs: identifiquem o país com o menor Índice de Desenvolvimento Humano da América do Sul, compare-o com o IDH do Brasil salientando os principais motivos que promovem tal diferença entre os dois países.
Entrega: até 19/11/2010 via e-mail / blog ou através da Profª Marly Neves (Coordenadora Pedagógica do Ensino Médio).

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Humor na Política


Toda brincadeira tem um fundo de verdade...








quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Para Refletir...


Este vídeo faz uma demonstração interessantíssima sobre Desigualdade Social. Veja e reflita.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Aos Mestres com carinho...

Que ser é esse? 

          Que ser é esse que dedica toda sua vida em prol do conhecimento e da construção de uma sociedade justa e igualitária? Quem por vontade própria abdica de momentos de convivência com sua própria Família por colocar as necessidades de outros acima das suas? Quem por diversas vezes passa noites em claro preocupado com o futuro de filhos que não são seus? Quem tem coragem de enfrentar de peito aberto todas as dificuldades encontradas para o exercício de sua profissão sem se deixar abater pelo descaso dos governantes e da sociedade para com a educação? Quem sonha com um futuro glorioso apesar de todas as estimativas serem contrárias ao sucesso de nossa juventude? Quem serve de ouvinte para os problemas mais banais e ingênuos que os nossos adolescentes enfrentam? Quem por vezes precisa deixar de ser o “profissional” e tornar-se amigo daqueles que não são dotados de carinho e atenção por parte de seus pais? Quem sofre ameaças por querer o bem de todos, por se “intrometer” onde não é chamado quando percebe a necessidade de uma intervenção mesmo que esta não seja aconselhável? Quem luta por pessoas que conhece a cada ano sem esperar em troca nada que não seja de benefício ao que foi ajudado? Quem se satisfaz com um simples obrigado, com uma palavra de incentivo, com o reconhecimento de seu esforço? Quem ao final de cada ano se desmancha em lágrimas pelo simples fato de olhar para trás e relembrar os momentos compartilhados; de ter no presente a consciência, o orgulho e a certeza de que fez o melhor que pôde, que não desistiu de nenhum de seus discípulos, que acreditou em cada um, mesmo naqueles que nunca se mostraram simpáticos a suas idéias e ações; de olhar para o futuro e saber que de seus esforços somados aos de todos os comprometidos com a educação e com o bem estar social, crianças que se tornaram jovens, que por sua vez tornar-se-ão homens e mulheres de bem, seguirão no comando e na busca de uma sociedade que se volte para o bem de todos, que privilegie à todos e não a apenas uma pequena parcela de pessoas providas de recursos financeiros herdados de berço. 
          Ah, esse ser é o Professor... O desrespeitado, desvalorizado, incompreendido, descartado e abandonado Professor. Que mesmo estigmatizado não se entrega, não desiste de seus ideais, cumpre com seu juramento feito no ato de sua diplomação e busca com todas as forças, promover o conhecimento e discernimento à todos, para que juntos possamos produzir a sociedade ideal e cumpramos assim, com o nosso dever de educar e aprender cada vez mais.

 Parabéns Professores de todo o mundo, hoje é vosso dia.

Por James Dean.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

03/10/2010... O dia em que a Democracia deu as mãos à ignorância...

Em mais uma oportunidade de promover uma mudança no quadro político-social do Brasil, o povo brasileiro mostrou sua verdadeira face, a de uma massa ignorante. Amiúde ouvimos reclamações contra os governantes de nosso país com a exposição de opiniões massificadas sem base concreta nem conhecimento de causa. A simplista frase ouvida ano após ano "são todos ladrões e vagabundos" deveria ser composta de mais um trecho “... E somos todos idiotas e ignorantes". De um lado, nós tivemos na última eleição, um povo sofrido, abandonado, manobrado e utilizado em favor dos interesses da classe dominante; do outro, candidatos sem escrúpulos, sem compromisso com a moral, com o bem-estar da população, que defendem única e exclusivamente (na maioria dos casos) seus interesses individuais. Candidatos cassados por práticas ilícitas, impedidos de deixar o país como o ilustríssimo Srº Paulo Maluf (membro permanente da lista vermelha de procurados pela Interpol), candidatos como o comediante Tiririca que mais uma vez conseguiu utilizar a ignorância do povo em seu favor e que contou para isso, com o apoio de mais de um milhão e trezentos mil "eleitores". Eleitores senhoras e senhores, que acreditam que a política não faz parte de suas vidas, que as decisões tomadas no plenário não os atinge de forma concreta, que aceitam suas dificuldades cotidianas sem se importar com as fraudes cometidas que ferem os direitos inalienáveis do homem, como o direito a uma educação "pública" de qualidade, de um sistema "público" de saúde em que um médico não nos submeta a tratamentos sem ao menos fazer um único exame que comprove suas suspeitas. Eleitores que se julgam donos do saber e seguem cegamente as opiniões expostas pela mídia, que defendem uma idéia por mais absurda que seja, pelo simples fato de terem ouvido algo de alguém, que ouviu algo de outro alguém, que ouviu algo de outro alguém. Haverá um dia em que a população brasileira se livrará dos hábitos maléficos de seu cotidiano e passará a compreender que enquanto sujeitos históricos, temos o poder e a obrigação de nos posicionarmos em favor de nós mesmos? Que temos o poder e a obrigação de juntos elevarmos nossos valores e pleitearmos nossos direitos? Haverá um dia em que o povo acometido de um surto de consciência política reivindicará a decência em nossa administração pública? Haverá um dia em que não mais nos permitiremos o furto de nossa inteligência? Temo que a resposta para todas essas indagações seja não. E enquanto o povo não se livrar do desejo voluntário e espontâneo de ser e de continuar sendo ignorante, de banalizar os valores morais, de promover apologia ao que é marginal, de defender práticas que ferem os direitos individuais e coletivos, continuaremos a ser ignorados, humilhados e explorados diariamente. E enquanto não entendermos que o voto é nossa mais poderosa arma, continuarei pensando com o direito que me é dado pelo própio povo brasileiro, que nossa população sofre muito pouco e, que deveria sofrer muito mais, por tudo o que ela permite que seja feito contra ela.

Por James Dean




sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Martin Luther King


Martin Luther King


Martin McLuther King Jr. foi um pastor protestante e ativista político estado-unidense. Tornou-se  um dos mais importantes líderes do activismo pelos Direitos Civis nos Estados Unidos e no Mundo, através de uma campanha de nã0-violência e de amor para com o próximo. Se tornou a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz em 1964, pouco antes de seu assassinato.
        
 Acesse os Links abaixo e saiba mais sobre este extraordinário Ativista Político:


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Darwinismo Social

Acessem o Link abaixo e conheçam mais sobre esta importante corrente ideológica que influenciou e sutentou a idéia de superioridade dos Povos Europeus sobre os demais Povos Habitantes do Planeta Terra.

http://www.brasilescola.com/historiag/darwinismo-social.htm

Por Rainer Sousa
Equipe Brasil Escola
Profissão: Historiador

          Historiador é o profissional que estuda/pesquisa o passado humano em seus vários aspectos: economia, sociedade, cultura, ideias e cotidiano. O historiador investiga e interpreta criticamente os acontecimentos, buscando resgatar a memória da humanidade e ampliar a compreensão da condição humana. Seu trabalho se baseia, principalmente, na pesquisa de documentos, como manuscritos, impressos, gravações, filmes, objetos e fotos. Depois de selecionar, classificar e relacionar os dados levantados em bibliotecas, arquivos, entrevistas ou estudos arqueológicos, ele data o fato ou o objeto, confere autenticidade e analisa sua importância e seu significado para a compreensão do encadeamento dos acontecimentos.

MERCADO DE TRABALHO

          O mercado mais tradicional para esse profissional são as escolas de ensino médio e faculdades, mas novos campos de trabalho vêm se abrindo. Nos últimos anos, cresceu a procura por historiadores em empresas privadas, órgãos públicos e entidades de apoio à cultura, para atuar principalmente nas áreas de preservação do patrimônio e resgate histórico. O historiador também tem sido contratado por empresas interessadas na consultoria histórica de produtos - a pesquisa da trajetória de artigos antigos que podem ser relançados ou de similares com boa ou má aceitação no mercado para que seus lançamentos estejam mais próximos das expectativas dos consumidores. As operadoras e as agências de turismo, por sua vez, buscam o profissional para auxiliar na criação de roteiros focados em destinos históricos e culturais. Museus e centros culturais são outra alternativa de colocação profissional do historiador, que pode trabalhar na curadoria de exposições e na organização e promoção de cursos livres. Nas editoras, ele é contratado para atuar na elaboração de livros didáticos e paradidáticos. O historiador encontra ainda trabalho na produção de teatro, cinema e televisão, onde faz pesquisa de época para filmes e novelas, ajuda a elaborar roteiros e dá apoio ao material audiovisual em geral.

O salário médio inicial do historiador varia conforme a região de atuação e o porte da empresa ou escola contratante.
(extraido do site "Só História" - http://www.sohistoria.com.br/)

Aprenda História Brincando

         
O Site "Só História" (http://www.sohistoria.com.br/) oferece uma ferramenta interativa onde você aprende História brincando. Acessem o Link abaixo e vivam esta aventura.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

3ºs A, B e C (E.E. Castro Alves - Manhã); 3º C (E.E. Cons. Ruy Barbosa - Manhã) e 3º D (E.E. Profº Paul Hugon - Manhã).



ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - IDH

 

          Criado em 1990 e divulgado anualmente no Relatório de Desenvolvimento Humano, da Organização das Nações Unidas (ONU), o IDH mede o bem estar da população do planeta, traduzindo em números a qualidade de vida da população dos países do mundo. O índice funciona como uma régua, em que o valor mínimo é 0 e o máximo, 1. No Último relatório, publicado em outubro de 2009, com dados de 2007, a Noruega apresentou o maior IDH, 0, 971, e o Níger, o pior, 0, 340.

CALCULANDO O IDH

          Para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), órgão da ONU responsável pela coleta e publicação dos dados do IDH, o desenvolvimento humano tem de refletir tanto o nível econômico da população quanto os aspectos culturais e sociais. Por isso, foi criado o IDH.
          Assim, a partir de 1990, o desenvolvimento humano de uma nação passou a ser obtido pela média de três indicadores - o Pnud dá o mesmo peso a todos os indicadores -, de renda, de educação e de saúde.

Renda: o índice de renda de um país é calculado a partir do PIB per capita: renda total dividida pelo número de habitantes;

Educação: esse índice é calculado a partir de dois indicadores: a taxa de alfabetização de pessoas acima de 15 anos (capazes de ler e escrever um bilhete) e a taxa de matrícula bruta em todos os níveis de ensino (considerando a faixa etária esperada para cada um desses níveis);

Saúde: o índice de saúde da população leva em conta a expectativa de vida das pessoas ao nascer - o número médio de anos que se espera que uma pessoa viva a partir do momento de seu nascimento.

          Para o cálculo do IDH, um país com 25 anos ou menos de expectativa de vida é considerado o pior possível e obtém um índice zero, já um com 85 anos de esperança de vida é considerado o lugar ideal para viver, obtendo um índice igual a 1.

AS CATEGORIAS DO IDH

          Os 182 países e territórios avaliados pela ONU em 2009, depois de receberem seus índices, foram classificados em categorias de desenvolvimento humano. Nesse ano pela primeira vez, o Pnud apresentou uma nova categoria, a do desenvolvimento humano muito alto. Dessa forma, o ranking do IDH fica dividido em quatro categorias: desenvolvimento humano muito alto (acima de 0,900); alto desenvolvimento humano (entre 0,800 e 0,899); médio desenvolvimento humano (entre 0,500 e 0,799) e baixo desenvolvimento humano (até 0,499).
          As nações que fazem parte da nova categoria passaram a ser denominadas, segundo o relatório da ONU, países desenvolvidos e os demais, países em desenvolvimento.

BRASIL: IDH ALTO

          Em 2007, o Brasil passou a fazer parte dos países com alto desenvolvimento humano. No último relatório do Pnud, divulgado em 2009, o país obteve um IDH de 0, 813. O índice do Brasil em 2008 ficou em 0,808 - e consolidando um aumento de 0,90 pontos desde 1990.
          Apesar de aumentar seu desenvolvimento humano, o país caiu de posição no ranking em relação ao ano anterior, passando do 70º lugar para o 75º, ficando atrás, entre outros países, de Chile, Argentina e Uruguai.
          O país apresentou melhora nos três índices que compõem o IDH - renda, educação e saúde. O PIB per capita do brasileiro cresceu de 8.949 dólares para 9.567 entre 2006 e 2007 (anos dos dados para os relatórios de 2008 e 2009), um aumento de 6,9%.
          O índice educacional também apresentou melhoras. De acordo com dados do Pnud, em 2007, 90% dos brasileiros adultos estavam alfabetizados e 87% dos jovens entre 7 e 14 anos freqüentavam a escola. Esses números deram ao Brasil, em 2009, um IDH de educação de 0, 891, maior que o índice da América Latina - 0,886 - perto do índice médio dos países com IDH elevado - 0,902.
          A saúde do brasileiro foi o que menos melhorou no último ano. A expectativa de vida no Brasil passou de 72 para 72,2 anos.










quinta-feira, 16 de setembro de 2010

3ºs A, B e C (E.E. Castro Alves - Período da Manhã)

1) Defina Neocolonialismo.

2) UNESP - Universidade Estadual Paulista
          Em 1914, 85% das terras do planeta eram áreas coloniais. O dado é impressionante e nos revela de que maneira a Europa tornou-se “Senhora do Mundo”. Tal número é reflexo de um novo movimento imperialista ocorrido principalmente a partir dos anos 1870. (...) Importa destacar que naquele momento [década de 1870] formulou-se um emaranhado de explicações culturais, humanitárias e filosóficas para explicar a necessidade do imperialismo.

Como as nações européias justificavam a ocupação e a neocolonização da África a partir do século XIX?

3) FUVEST
          A expansão Neocolonialista européia do século XIX foi um dos fatores que levaram:

a) à diminuição dos contingentes militares europeus.

b) à eliminação da liderança industrial da Inglaterra.

c) ao predomínio da prática mercantilista semelhante à do colonialismo do século XVI.

d) à implantação do regime de monopólio.

e) ao rompimento do equilíbrio europeu, dando origem à Primeira Guerra Mundial.

4) FUVEST
          A conquista da Ásia e da África, durante a segunda metade do século XIX, pelas principais potências imperialistas objetivava:

a) a busca de matérias primas, a aplicação de capitais excedentes e a procura de novos mercados para os manufaturados.

b) a implantação de regimes políticos favoráveis à independência das colônias africanas e asiáticas.

c) o impedimento da evasão em massa dos excedentes demográficos europeus para aqueles continentes.

d) a implantação da política econômica mercantilista, favorável à acumulação de capitais nas respectivas Metrópoles.

e) a necessidade de interação de novas culturas, a compensação da pobreza e a cooperação dos nativos.

5) Explique os motivos que levaram à eclosão do conflito étnico entre Tutsis e Hutus em Ruanda.



segunda-feira, 13 de setembro de 2010

8ªs Séries A e B (E.E. Conselheiro Ruy Barbosa)

As Reformas Religiosas

          Dentre os episódios ocorridos ao final da Idade Média e inicio da Idade Moderna está a Reforma Religiosa ou as “Reformas Protestantes”. Indignados com a situação que a Igreja Católica se encontrava, muitos religiosos propõem mudanças na conduta dos clérigos, ocasionando a fragmentação da Igreja e o surgimento de novas religiões cristãs. A conduta da Igreja era digna de reprovação, pois havia:

• O desrespeito ao celibatário;
• A má formação espiritual dos padres;
• A venda de cargos eclesiásticos;
• A venda de perdão ou de objetos ditos sagrados.

          Todos estes comportamentos eram alvos das criticas à Igreja. Denunciando estas práticas, Martinho Lutero afixa 95 denúncias nas portas das Igrejas na Alemanha, em um documento conhecido como “As 95 teses”. Lá, denunciava estas e outras condutas, mas também defendia:

• O fim do celibato;
• A salvação pela fé;
• A validade do batismo e da eucaristia;
• Missa rezada em língua comum;
• A invalidade dos cultos à imagem e aos santos;
• A bíblia como fonte de conhecimento;

A igreja Luterana

          Com esta atitude, Martinho Lutero foi expulso da Igreja (excomungado). Desta maneira, ela funda uma nova religião cristã: a Igreja Luterana que, apoiada por príncipes alemães, logo se expandiu naquela região.
A Igreja Calvinista

          João Calvino era um monge francês descontente com os rumos que a igreja tomava. O esbanjo, a luxúria, o descolamento dos padres das questões espirituais eram alvos de suas críticas. Calvino, assim, após uma série de tentativas reformadoras e uma gama de textos produzidos sobre o assunto funda uma nova Igreja, a Igreja Calvinista, que defende a idéia de uma vida simples, frugal, econômica e regrada. Para Calvino a salvação viria também pela fé, mas havia a idéia de predestinação, ou seja, a idéia de que Deus escolheria os que se salvariam, dando sinais a estes escolhidos. A riqueza, ou o enriquecimento era um deles. Desta maneira, valorizando o trabalho e incorporando valores típicos ao modo de vida da burguesia, a religião calvinista se desenvolveu nos países onde havia um comércio forte.

A Igreja Anglicana

          Henrique VIII buscava um herdeiro homem que Catarina de Aragão, sua esposa, não conseguia lhe dar. Sob o temor de depois da sua morte, o trono inglês não ter nenhum herdeiro homem, o rei pede o divórcio. Contudo, o divórcio naquela época era proibido e esta foi a posição da Igreja. Henrique VIII, irredutível, resolve se separar, sendo excomungado da Igreja. O rei assina, portanto, o ato de supremacia e funda a Igreja Anglicana. Os bens, as terras e as riquezas da Igreja católica na Inglaterra passam para as mãos do Rei.
A Contra - reforma

          Buscando minimizar os prejuízos causados pela reforma protestante, a Igreja Católica organizou uma resposta objetivando reafirmar alguns DOGMAS* e reformar outros aspectos. Dentre as medidas mais importantes destacam-se:

• A afirmação do latim com língua oficial;
• O reforço à hierarquia da Igreja e ao poder espiritual do Papa;
• A salvação pela fé e pelas obras;
• A bíblia como fonte do conhecimento;
• O culto aos santos;
• A reativação do tribunal ao santo oficio (Santa inquisição );
• A elaboração do INDEX: um catálogo de livros proibidos aos católicos. Dentre eles todos aqueles que defendiam o protestantismo;
• A criação da companhia de Jesus (os jesuítas): irmandade criada com o objetivo de expandir a fé católica para além da Europa. Terão ação destacada na catequização dos índios na América e levarão o catolicismo ao extremo do mundo conhecido pelos europeus.

          Desta maneira a Igreja Católica compensava sua perda de fiéis na Europa com a conquista de vastos territórios, principalmente nas áreas da expansão marítima governada por Espanha e Portugal, conhecidos como reinos católicos. Desta maneira, mais do que falar em um enfraquecimento da Igreja Católica através das reformas, o que podemos concluir é que as reformas protestantes significaram uma expressiva expansão do mundo cristão.

domingo, 12 de setembro de 2010

11 de Setembro... A História Escrita a Sangue.


Há nove anos, o mundo se deparou com uma das mais impressionantes imagens já vistas pela humanidade. As cenas do choque dos aviões contra as torres do World Trade Center, em Nova York, jamais serão diluídas das mentes dos que testemunharam esse lamentável episódio. Interesses políticos sempre foram postos acima do bom senso, da moral e da razão e os resultados por várias vezes se mostraram ultrajantes. A guerra sobre pretexto de busca da paz mundial nos serve apenas para mostrar o quão degradante tem se tornado a raça humana. Não respeitamos os direitos alheios, não aceitamos as escolhas de pessoas que tem e exercem o direito à individualidade mesmo sob a pressão exercida pela mídia internacional que cada vez mais tenta moldar a estrutura psicológica da sociedade mundial. Até que ponto o ser humano pode chegar para defender seus interesses nós já sabemos. Basta relembrar a figura de Adolf Hitler e sua eugenia nazista que matou milhões de judeus; relembrar os efeitos do não respeito às fronteiras e às culturas africanas posto em prática pelo Neocolonialismo que resultou na eclosão da Primeira Guerra Mundial, que nos ofereceu como resultado um saldo aproximado de quase 10 milhões de mortos. Exemplos da crueldade humana nos sobram aos montes, e todos eles são pintados com sangue promovendo uma mancha negra em toda a História. Mas exemplos de bondade também são conhecidos por todos nós, mas para que eles não se tornem extintos, precisamos ter clara a idéia de que já é passado o momento de nos conscientizarmos das nossas responsabilidades, das nossas qualidades enquanto seres humanos, e sobrepujar as deficiências morais que afetam e corrompem a grande maioria das pessoas. É preciso que os justos não se calem perante as atrocidades cometidas contra todos os desprovidos de poder e de saber. É necessário que surjam homens capazes de enfrentar e vencer a degradação da espécie humana para que num futuro próximo, não nos igualemos aos seres que julgamos irracionais e que perecem perante nossa “racionalidade”.

Por James Dean

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Reconhecimento da Independência

          O Brasil enfrentou algumas dificuldades quanto ao reconhecimento de sua independência por outros países.
          Na América, várias nações hesitaram em reconhecer a independência, por temerem que a monarquia brasileira representasse, a longo prazo, as tentativas de recolonização. Além disso, a política expansionista do Brasil na região do Rio da Prata causava sérias desconfianças entre os países vizinhos.
          As monarquias européias, ligadas à política conservadora da “Quádrupla Aliança” (França, Áustria, Prússia e Rússia), consideraram a independência do Brasil “ilegítima”, afirmando que só a reconheceriam se Portugal também o fizesse.
          A “Quádrupla Aliança”, que muitos enganadamente chamam de Santa Aliança, foi formada após a derrota de Napoleão, em 1815, com o objetivo de defender o Absolutismo e os interesses de poderosos grupos conservadores europeus.
          O primeiro país a reconhecer o Brasil independente foram os Estados Unidos, em 1824. No ano seguinte, com a intermediação da Inglaterra, Portugal finalmente reconheceu a nossa independência, recebendo, porém do Brasil uma indenização de £ 2 000 000, naquela época uma enorme quantia.
          Você talvez pergunte: “E o Brasil tinha tanto dinheiro assim?” É claro que não, mas a Inglaterra “bondosamente” nos emprestou, a juros. Com este empréstimo começou uma história antiga, porém, ainda bastante atual: a dívida externa brasileira.
          Em 1826, a Inglaterra também reconheceu o Brasil, exigindo para isso a renovação dos Tratados de 1810, que mantiveram as reduzidas taxas alfandegárias de importação e compromisso brasileiro de extinguir o tráfico negreiro. Logo em seguida, as demais nações européias reconheceram nossa independência.

Texto de José Carlos Pires de Moura.





A Guerra De Independência

          Ao contrário do que aconteceu na América Espanhola, no Brasil não houve uma guerra de independência longa e sangrenta, mas apenas lutas em pontos isolados do país, onde algumas tropas portuguesas fizeram o que lhes parecia lógico: não aceitaram a independência proclamada por D. Pedro I.
Resitiram contra a independência as províncias do Pará, Maranhão, Piauí, Bahia e Cisplatina, embora apenas na Bahia tenham ocorrido combates importantes.
          Como se o governo não dispusesse de tropas suficientes para enfrentar tais lutas, foram contratados batalhões de mercenários na Europa e também oficiais mercenários, principalmente ingleses e franceses, para a marinha e o exército.

A utilização de mercenários estrangeiros foi comum no Brasil, entre 1822 e 1850. Os soldados eram principalmente alemães, polacos e suíços, e os oficiais, principalmente na marinha, ingleses, destacando-se entre estes, Cochrane, Grenfell e Taylor. De modo geral, tais mercenários sentiam pelos brasileiros profundo desprezo, tratando-os de maneira bárbara.

          Na Bahia, as tropas portuguesas do general Madeira de Melo resistiram durante 10 meses. Cercados por terra pelas tropas dos generais Lima e Silva e Labatut e por mar pela esquadra de Cochrane, os portugueses retiraram-se em julho de 1823. É curioso - e significativo - verificar que, apesar da presença de importantes elementos mercenários, o maior esforço na luta contra Madeira de Melo advinha dos batalhões de voluntários brasileiros, formados por gente humilde do sertão baiano, que foram dispersos logo que a guerra acabou.
          No Maranhão e no Piauí, os portugueses foram derrotados sem dificuldades. O mesmo ocorreu no Pará, onde, aliás, verificou-se outro acontecimento significativo: quando os navios de Grenfell chegaram a Belém, grupos de patriotas, formados principalmente por populares, revoltaram-se e dominaram a cidade antes que os mercenários desembarquassem.
          A recompensa que receberam por seu patriotismo foi "notável": Grenfell mandou colocar quase 300 pessoas no porão de um pequeno navio, despejou sobre elas algumas sacas de cal e fechou o porão. Praticamente todos morreram sufocados. Enquanto isso, nos elegantes salões do palácio imperial, no Rio de Janeiro, D. Pedro compunha o Hino da Independência: “... Já raiou a liberdade no horizonte do Brasil...”. Finalmente na Cisplatina, o general português Frederico Lecor, que apoiava a independência, derrotou as tropas de Álvaro da Costa, fiéis a Portugal. Estava assim encerrada a guerra de independência.

Texto de José Carlos Pires de Moura.