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terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Reconhecimento da Independência

          O Brasil enfrentou algumas dificuldades quanto ao reconhecimento de sua independência por outros países.
          Na América, várias nações hesitaram em reconhecer a independência, por temerem que a monarquia brasileira representasse, a longo prazo, as tentativas de recolonização. Além disso, a política expansionista do Brasil na região do Rio da Prata causava sérias desconfianças entre os países vizinhos.
          As monarquias européias, ligadas à política conservadora da “Quádrupla Aliança” (França, Áustria, Prússia e Rússia), consideraram a independência do Brasil “ilegítima”, afirmando que só a reconheceriam se Portugal também o fizesse.
          A “Quádrupla Aliança”, que muitos enganadamente chamam de Santa Aliança, foi formada após a derrota de Napoleão, em 1815, com o objetivo de defender o Absolutismo e os interesses de poderosos grupos conservadores europeus.
          O primeiro país a reconhecer o Brasil independente foram os Estados Unidos, em 1824. No ano seguinte, com a intermediação da Inglaterra, Portugal finalmente reconheceu a nossa independência, recebendo, porém do Brasil uma indenização de £ 2 000 000, naquela época uma enorme quantia.
          Você talvez pergunte: “E o Brasil tinha tanto dinheiro assim?” É claro que não, mas a Inglaterra “bondosamente” nos emprestou, a juros. Com este empréstimo começou uma história antiga, porém, ainda bastante atual: a dívida externa brasileira.
          Em 1826, a Inglaterra também reconheceu o Brasil, exigindo para isso a renovação dos Tratados de 1810, que mantiveram as reduzidas taxas alfandegárias de importação e compromisso brasileiro de extinguir o tráfico negreiro. Logo em seguida, as demais nações européias reconheceram nossa independência.

Texto de José Carlos Pires de Moura.





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