Calcula-se em 9 milhões o número de mortos e em 30 milhões, o de feridos ao final da Primeira Guerra Mundial. As nações envolvidas estavam devastadas. Ao término da luta, o nacionalismo agressivo e o imperialismo, que provocaram a guerra, continuavam latentes. Para piorar a situação, uma grave crise econômica ameaçava a estabilidade de diversos países.
Nenhum soldado brasileiro morreu na Primeira Guerra Mundial. Embora tenha declarado guerra às potências da Tríplice Aliança, acompanhando a entrada dos Estados Unidos no conflito em 1917, o Brasil não enviou tropas à Europa. A participação brasileira limitou-se a missões de patrulhamento do Oceano Atlântico e à organização de equipes de auxílio médico. Mas a economia brasileira foi afetada diretamente pela guerra.
Entre 1914 e 1918, a economia européia voltou-se toda para a fabricação de armas, munições e veículos de combate, alimentos, vestuário e equipamentos para os soldados. Por isso, os países produtores de matérias-primas e alimentos puderam ampliar suas vendas. O Uruguai e a Argentina, por exemplo, grandes produtores de carne e trigo, aumentaram suas exportações para Europa, que carecia de alimentos e matéria-prima. O Brasil, exportador de café, açúcar, borracha e cacau, também lucrou com o conflito.
Durante a guerra, não havia praticamente o que importar, já que a produção européia estava quase paralisada. Muitos agricultores e comerciantes, enriquecidos com as exportações, passaram a aplicar seu dinheiro na indústria, buscando substituir produtos importados por produtos nacionais.

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