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domingo, 17 de junho de 2012

MATERIAL DE APOIO PARA AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA – 2ºs ANOS

1- A burguesia aliou-se ao rei para se livrar das obrigações senhoriais e obter parte das terras que antes pertenciam à Igreja Católica e foram confiscadas. Grandes parcelas da população, que aderira à Reforma, apoiaram a ruptura do rei com o papa e a Reforma Anglicana.
2- Os anglicanos mantinham grande parte das crenças, do culto, das normas, dos costumes e da estrutura da Igreja Católica. Não aceitavam a chefia do papa, mas a Igreja Anglicana estava subordinada ao rei, o que não era aceito pelos puritanos. Estes representavam uma ruptura muito mais radical com o catolicismo. Eles defendiam que a Igreja fosse comandada por assembléias eleitas, e não pelo soberano.
3- O aumento da centralização política foi garantido pelo anglicanismo e em grande medida pelos recursos aportados ao Estado pela venda de monopólios, como aqueles sobre comércio exterior, sal, sabão, alúmem, arenque e cerveja.
4- A burguesia sentia-se prejudicada nos campos político, econômico e religioso. Econômico, porque os monopólios tolhiam sua liberdade de comerciar. Político, porque a atitude absolutista dos Stuart aboliu a principal instituição de poder da burguesia, o Parlamento. Religioso, porque a política de imposição do anglicanismo reprimia a burguesia, majoritariamente presbiteriana.
5- No século XVI, a Espanha assumiu a atitude de defensora do catolicismo na Europa. Procurando reintroduzir o catolicismo banido por Henrique VIII, em 1588 os espanhóis tentaram invadir a Inglaterra, enviando a Grande Armada. Este fato provocou muita ira no povo inglês.
6- Convocado em 1628 para aprovar novos impostos, o Parlamento inglês declarou que a aprovação dos impostos dependia da aceitação pelo rei de uma Petição de Direitos que garantisse os direitos individuais diante do arbítrio real. Carlos I a princípio assinou a petição, mas em 1629 dissolveu o Parlamento, governando de forma absoluta até 1639, quando a necessidade de mais dinheiro o obrigou a convocar novamente o Parlamento. Contudo, as reivindicações continuaram e Carlos I fechou novamente o Parlamento, três semanas depois de tê-lo aberto.
7- Para combater os escoceses, Carlos I devia armar um novo e poderoso exército e para tanto necessitava de dinheiro, que tencionava arrecadar aumentando os impostos. Para isso, teve de convocar o Parlamento, permitindo que os burgueses se unissem e impusessem suas reivindicações antiabsolutistas.
8- As reivindicações visavam limitar o poder do soberano: o rei não poderia mais dissolver o Parlamento, que se reuniria de três em três anos; a Igreja Anglicana seria reformada e a perseguição aos puritanos se encerraria.
9- Promoções concedidas por mérito militar e discussões livres sobre todas as questões polêmicas. Os soldados, portanto, sabiam por que lutavam.
10- A facção Presbiteriana, dos burgueses e grandes proprietários, tinha como objetivo reestruturar a monarquia e manter tudo como estava diferentemente da perspectiva da facção independente, dos pequenos proprietários, artesões, pequenos comerciantes, e mesmo parcelas da pequena nobreza, que procurava avançar nas reformas.

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